Lima diz que responsabilidades por denúncias caluniosas devem ser apuradas
“Voltei para não dar a impressão de que havia algo errado”, comentou ontem o Tenente Coronel da Polícia Militar, Antônio Olímpio Ramires Lima, sobre sua volta ao comando do 8º Batalhão de Paranavaí. Ele reassume hoje o cargo em uma cerimônia simples de troca de comando na sede do Batalhão. O Comandante do Policiamento do Interior, Coronel Sergio Filardo, virá hoje de Curitiba para cerimônia, que deve ocorrer na parte da manhã. O atual comandante do 8º Batalhão de Paranavaí, Geraldo Moliani, assumiu a função no dia 19 de agosto de 2009 e agora deve deixar o cargo para assumir uma nova função em Curitiba.

Tenente Coronel, Antônio Olímpio Ramires Lima / Foto: Diário do Noroeste
Ontem, a reportagem entrou em contato com Lima que falou sobre sua volta ao comando do 8º Batalhão. Ele explicou que ficou licenciado por cerca de um ano, enquanto ocorriam investigações no âmbito militar e civil, de denúncias feitas contra seu comando. As denúncias não comprovadas eram de assédio envolvendo oficiais e policiais militares femininos.
Porém, tanto na Justiça Militar, como na Justiça comum, as investigações foram arquivadas e nada foi comprovado. Na época das denúncias, o Comando da Polícia Militar divulgou que o afastamento do comandante e do subcomandante eram de praxe dentro dos procedimentos de investigação da Polícia Militar do Paraná.
Lima explicou que a Justiça Militar já havia arquivado o processo de investigação no ano passado e em dezembro determinado sua reintegração ao posto. Já na Justiça comum o arquivamento do processo aconteceu no mês de abril desse ano.
Como destacou o tenente coronel, o importante é que agora ocorram investigações para apurar as responsabilidades daqueles que fizeram as denúncias contra o comando. “Já estou tomando as providências cabíveis e tenho ações ajuizadas desde janeiro”, completou.
Segundo Lima, antes de aceitar voltar ao comando do 8º Batalhão, ele havia sido convidado para trabalhar em outras três unidades e pensou seriamente em se mudar para Guarapuava, onde já trabalhou no passado. No entanto, o fato de conhecer muitas pessoas na região e sua família estar fixada na cidade, pesou na decisão.
“Resolvi aceitar o convite de reassumir o cargo aqui para mostrar que não houve nada de errado. Se fosse para outra cidade, ficaria com a impressão de que havia alguma base nas denúncias. Tenho 30 anos na polícia militar e sei que não há como esconder uma irregularidade, por isso estou tranquilo”, frisou.
Já o subcomandante do 8º Batalhão na época das denúncias, Capital Hélio de Oliveira, também teve seu processo arquivado e retornou às suas funções no começo do ano no Batalhão de Cruzeiro do Oeste.
( Fonte: Giancarlo Franquini – Da Redação do Diário do Noroeste)