O jornalista cearense Vicente Araújo acusa o chefe do gabinete da prefeitura de Iguatu (CE), Theognis Martins Florentino, de tortura e agressão contra ele e outros quatro homens que distribuíam panfletos noticiando uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra o prefeito Agenor Neto (PMDB), na última semana.
Vicente e as demais vítimas dizem que, além de Florentino, seguranças do prefeito e outros funcionários estariam entre os agressores. Todos negam a acusação, mas três dos suspeitos foram filmados, pelas câmaras de segurança da delegacia da cidade, junto com as vítimas horas antes das agressões. Entre eles, é possível identificar o chefe da guarda municipal.
O jornalista, que trabalha para políticos da oposição, contou que o grupo foi abordado por oito homens por volta das 23 horas da última quinta-feira. De acordo com Vicente, ele e outra vítima foram espancados com capacetes, chutes e socos, depois foram levados para um terreno baldio, a dez quilômetros do centro de Iguatu, onde foram novamente espancados. Vicente contou que o queimaram e urinaram em seu rosto, além de gravarem e tirarem fotos de toda a tortura.
Só neste mês, este é o segundo caso de agressão contra jornalistas no município. No dia 02/02, um radialista foi espancado em frente à rádio em que trabalha por ter noticiado a mesma denúncia do MP contra o prefeito da cidade.
A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Iguatu negou que o prefeito ou qualquer funcionário do órgão tenha envolvimento nas agressões. A prefeitura considera o caso uma “armação política” para “abafar” uma pesquisa do Ibope que revela alto índice de aprovação à gestão de Agenor Neto. De acordo com a Secretaria, Florentino, apontado como um dos agressores, não estava na cidade no dia citado pelas vítimas.
A Polícia município já ouviu as vítimas e os supostos agressores e deve concluir o inquérito em até 30 dias.
Com informações da Folha de S.Paulo e O Povo.















