
Momento da reunião do PDT de Paranavaí / Foto: Rudiney Oliveira

Momento da reunião do PDT de Paranavaí / Foto: Rudiney Oliveira
O senador Osmar Dias (PDT) convidou publicamente o vice-prefeito pedetista de Maringá, Carlos Roberto Pupin, a se retirar da legenda. Para o senador, a liderança de seu próprio partido não colaborou com sua campanha pelo governo do Paraná, assim como outras lideranças do PDT.
“Não vi o Pupin na minha campanha”, disse Dias, na manhã desta sexta-feira, em Maringá, na primeira entrevista coletiva após sua derrota nas eleições de 3 de outubro. “Não posso reclamar do apoio que recebi do PT e do PMDB. Mas estou decepcionado com meu próprio partido”, afirmou o senador.
As críticas de Dias não se restringiram ao vice-prefeito de Maringá. O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT) também foi acusado de não colaborar com sua campanha ao governo do Estado.
“Não tive apoio do PDT e não precisa ir longe para constatar isso. Basta viajar 100 km”, disse Dias. O senador se mostrou magoado com o prefeito londrinense, a quem se referiu como “menino mal criado”. Osmar Dias perdeu a disputa do governo do Paraná para Beto Richa (PSDB), que se elegeu com 52% dos votos válidos
Decepção
Dias mostrou-se decepcionado também com a bancada do PDT na Assembleia Legislativa, que ameaça deixar a oposição e aderir ao governador eleito. “Não gostaria que a bancada na Assembleia tivesse a mesma postura que teve na Câmara Municipal de Curitiba, onde deixou a oposição”, disse Dias. “Quem perde tem a obrigação de fiscalizar e isso vale para todos os partidos da aliança”, acrescentou.
O senador agradeceu o apoio que recebeu em Maringá, município onde foi mais votado do que Beto Richa. “O mesmo aconteceu em outros 307 município, mas acabamos perdendo em 91″, avalia Dias.
Entre as razões para sua derrota, o senador citou a proibição das pesquisas de intenção de voto, feitas pela coligação de Beto Richa no período final da disputa. Segundo ele, quando foram liberadas, mostraram a situação do início de setembro, em que o tucano aparecia na frente. “Se fosse mostrada a realidade da véspera, estávamos empatados”, analisa Dias.
Atualizado às 17:28 hs
Os dois principais candidatos ao governo do Paraná aparecem empatados segundo a pesquisa Ibope/RPCBeto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) aparecem com 45% das intenções de voto. Luiz Felipe Bergmann (Psol) e Paulo Salamuni (PV) estão com 1% cada. Os votos brancos somam 3%. Os indecisos são 5%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. divulgada neste sábado (2).
O Ibope entrevistou 2.002 pessoas em 77 municípios entre 30 de setembro e 2 de outubro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 33.339/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral com o número 22.938/2010.

Antes de subirem ao palco, o presidente e a candidata do PT receberam de empresários um documento sobre os gargalos na área de transporte do estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participaram na noite desta sexta-feira (30) de um encontro com 400 empresários e políticos organizado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) em Curitiba. No evento, realizado na Cietep, Lula disse que “forças ocultas” impediram a reforma tributária em seu governo.
“Tem um inimigo oculto dentro do Congresso. Aquele que tirou Jânio Quadros do poder. São forças que declaram querer fazer a reforma tributária, mas não fazem”, disse o presidente.
Antes dele, Dilma falou ao empresariado sobre os progressos da gestão de Lula. “O governo Lula mudou o patamar das possibilidades do Brasil implementando um outro patamar de crescimento, baseado no mercado interno, sem desprezar a capacidade de exportação”, afirmou Dilma.
(Gazeta do Povo)
No próximo sábado (31), o presidente Lula vem ao Paraná em apoio à candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), ao Senado Federal, e a Osmar Dias (PDT), ao Governo do Estado. O evento acontecerá em Curitiba, a partir das 10h, em estrutura montada na Boca Maldita.
A indicada de Lula à presidência, Dilma Rousseff (PT), estará presente no comício, que será o primeiro realizado na capital paranaense nas eleições deste ano. Os peemedebistas Orlando Pessuti, governador do Paraná, e o candidato a vice, Rodrigo da Rocha Loures, também participarão do encontro.
Na ocasião, milhares de pessoas terão a oportunidade de ouvir as propostas dos integrantes da coligação “A União faz um novo amanhã”, que reúne os partidos PDT, PMDB, PT, PR, PSC e PCdoB.
O jornalista Waldomiro Cantini, da rádio CBN de Cascavel, informa que em conversa com o deputado Fernando Giacobbo, presidente do PR, soube que ainda há um capítulo a mais na novela de Osmar Dias.
Segundo o deputado Giacobbo haverá reunião em Brasília na segunda-feira entre Osmar Dias, Orlando Pessuti, Giacobbo, Ratinho Junior, Carlos Luppi, do PDT e o presidente Lula.
Será a última reunião para tentar o acordo entre PDT, PMDB, PR, PSC e PT. O deputado marcelo Almeida estaria indicado pelo PMDB para ocupar a vice de Osmar Dias.
O deputado federal Abelardo Lupion, presidente do DEM, foi o principal responsável pela articulação para impedir que Osmar Dias fizesse qualquer acordo definitivo com o PSDB.
(Via FabioCampana)
O deputado Augustinho Zucchi, acompanhado do prefeito Celso Silva, de Bandeirantes, dois caciques do PDT, foram ao comitê de Beto Richa para entregar cópia da carta do senador Osmar Dias à direção nacional do PDT propondo coligação no Paraná com o PSDB de Beto Richa e o PP de Ricardo Barros e outros partidos coligados.
A carta contém três pontos nos quais Osmar Dias propõe a aliança com o PSDB, ele na condição de candidato ao Senado, e Beto Richa como candidato ao governo. Ricardo Barros completará a chapa na outra vaga para o Senado.
Por FabioCampana
www.fabiocampana.com.br
Ora, pois, a novela chegou ao fim, só falta o encerramento. O senador Osmar Dias, do PDT, será candidato à reeleição na chapa que terá Beto Richa candidato ao governo, Ricardo Barros também candidato ao Senado, e Augustinho Zucchi a vice.
O PT ficou sem o parceiro e vai de candidato próprio. Nedson Micheleti, ex-prefeito de Londrina, é o mais cotado para ser o candidato petista. Gleisi Hoffmann será candidata ao senado. A outra vaga e a vice ficam para negociação com partidos menores.
Em entrevista à rádio CBN de Cascavel,nesta terça-feira,08 de junho, Beto Richa disse que a data da convenção do PSDB mudou do dia 11 para o dia 19, próximo sábado, no Expotrade, em Pinhais. O objetivo é definir as alianças com todos os partidos e assim que tiver concluído realizar uma grande convenção com a presença de todos os partidos. Sobre a coligação com o PDT, Beto Richa disse que a convenção terá a presença do partido e do senador Osmar Dias.
Indecisão de senador aproxima partido de Pessuti
Depois de tentar seduzir o pedetista Osmar Dias para encabeçar uma chapa ao governo do Paraná, o PT resolveu partir para um acordo em torno da reeleição do governador peemedebista Orlando Pessuti. Se a chapa for formalizada, o ex-governador Roberto Requião, também PMDB, seria um dos candidatos ao Senado, assim como Gleisi Hoffman, do próprio PT. A formação é festejada pelo presidente do PT do Paraná, deputado estadual Enio Verri, que reclama da indecisão de Osmar Dias. O senador pelo PDT até agora não deixou claro se concorrerá ao governo do Paraná ou à reeleição ao Senado, neste caso, provavelmente na chapa do PSDB, que tem como candidato ao governo o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB).
“Não se sabe qual será o próximo movimento. Dias fechou conosco e voltou atrás, fechou com o presidente Lula e voltou atrás. E as convenções partidárias serão agora”, reclama Verri.
As estratégias eleitorais de nada menos que 10 partidos dependem da definição do senador do PDT. PMDB, PSDB, PT, PP, PTB, DEM, PR, PSC e PPS aguardam a decisão de Dias para levarem adiante as negociações, e o pré-candidato tem até o dia 30 de junho para anunciar a escolha definitiva. Nessa data acontecerá a convenção estadual do PDT, justamente no último dia do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias. Mas as várias lideranças partidárias não pretendem necessariamente esperar até lá.
“Ainda existe a expectativa de aliança com Dias. Mas hoje, aparentemente é mais concreta a aproximação com Pessuti”, disse o presidente regional do PT. O problema é que o partido precisa de um palanque forte para Dilma Rousseff no estado – e na região Sul como um todo –, e essa base será enfraquecida no caso de Dias integrar a chapa do tucano Beto Richa.
Já Requião teme que uma eventual disputa com Dias rumo ao Senado prejudique sua própria candidatura, mesmo risco que o PT quer evitar em relação a Gleisi Hoffmann. Vale lembrar ainda que o senador petista exige Hoffman como sua vice caso concorra para governador. Dias também não gosta da idéia de oficializar a candidatura apenas com o apoio de PT, PSC e PR, e argumenta que, em sua negociação inicial com Lula, o acordo era juntar todos os partidos da base de apoio em Brasília.
No campo dos presidenciáveis, José Serra (PSDB) oferece a Dias a possibilidade de indicar o vice de Richa para tê-lo em seu palanque no estado. O problema é que o PDT irá apoiar Dilma na corrida presidencial, e pode cobrar fidelidade do senador. Enquanto isso, o presidente Lula marcou reunião para a próxima semana com Pessuti, onde deve tentar convencê-lo a abrir mão da candidatura e apoiar a chapa do PDT, na última jogada para atrair Dias.
Na mais recente pesquisa Vox Populi, divulgada em 18 de maio, Richa emplacou 40% das intenções de voto, seguido por Dias, com 33%, Pessuti ,com 10% e Rubens Bueno (PPS), com 3%, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais. O Paraná tem hoje cerca de 7,5 milhões de eleitores, ou 5,6% do eleitorado nacional.
Abraão Benício do Bem Paraná
O deputado federal Ângelo Vanhoni (PT), que participou na manhã de hoje da conversa entre o senador Osmar Dias (PDT) e o presidente nacional do PT José Eduardo Dutra, garante que o trabalho agora será para incluir o PMDB na aliança.
O próximo passo é procurar Orlando Pessuti (PMDB). “Procuramos não estabelecer este ou aquele para candidatos majoritários. O primeiro passo é juntar todas as forças em um mesmo bloco”, explica Vanhoni.
Também participaram do encontro os deputados federais petistas André Vargas e Dr. Rosinha, além do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
Da Josianne Ritz no Bem Paraná
O deputado estadual Nereu Moura (PMDB) afirmou ontem que as eleições no Paraná perdem caso seja confirmada a desistência do senador Osmar Dias (PDT) da disputa ao governo.
Mas para o PMDB, avalia, a notícia é favorável, já que o governador Orlando Pessuti tem tudo para ocupar o espaço que seria de Osmar no confronto contra o tucano Beto Richa (PSDB). Por outro lado, admite, sem o pedetista, a disputa provavelmente deve acabar ainda no primeiro turno. Moura avalia ainda que Osmar sai “arranhado” caso confirme sua desistência, o que colocaria em risco sua própria reeleição para o Senado. “Vai haver uma desilusão que pode desaguar em rejeição até para o Senado”, prevê.
O senador Osmar Dias, do PDT, voltará a insistir com o PT para que Gleisi Hoffmann seja sua vice, um dos preços de Requião para lhe dar apoio. Nessa fórmula, Requião se livra dos dois principais adversários na disputa do Senado: Osmar e Gleisi.
A tigrada de Osmar diz que esta fórmula garante o apoio de Requião, que já passou a elogiar Lula e a desancar os tucanos, com a maior desfaçatez.
O senador afirma que vai negociar diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a possibilidade de uma aliança entre os dois partidos no Estado
Diante das atitudes da cúpula estadual do PT, o senador Osmar Dias (PDT) agora afirma que vai negociar diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a possibilidade de uma aliança entre os dois partidos no Estado. Osmar ficou irritado com as declarações de dirigentes petistas locais na semana passada, que reclamam da exigência de que Gleisi Hoffmann abandone o projeto de disputar o Senado para ser candidata a vice-governadora na chapa do pedetista.
O secretário Nacional de Comunicação do PT e ex-presidente do partido no Paraná, deputado federal André Vargas, chegou a acusar Osmar de estar usando os petistas para justificar uma eventual retirada de sua candidatura ao governo do Paraná. Segundo Vargas, o pedetista sabe que a exigência de trazer o PMDB para a aliança é “impossível”.
“Não pode o PDT exigir que o PT traga todos os partidos. Há partidos que historicamente no Paraná sempre estiveram de outro lado. O PMDB tem candidato próprio a governador. Ao exigir algo impossível, é o mesmo que dizer que a aliança não acontecerá. Não podem exigir do presidente Lula e do PT a retirada da candidatura do Pessuti, que tem nosso respeito e nosso apreço. Exigir isso do PT é criar um álibi para uma eventual desistência da candidatura do senador Osmar Dias. Isso não é adequado”, afirma.
Osmar reagiu lembrando que foi Lula quem propôs unir os partidos da base aliada em torno de sua candidatura ao governo. E afirmando que a indicação de Gleisi para vice abriria duas vagas de candidaturas ao Senado para atrair outros partidos, como PP e PMDB, ao seu palanque e o de Dilma Roussef. “Eu comecei esta conversa com o presidente Lula e é com ele que eu vou terminar”, disse o senador.