Na sessão ordinária da Câmara dos Vereadores de Paranavaí, no momento que o presidente dos vereadores anunciou que não haveria votação sobre o aumento salarial aos professores municipais, começou o protesto dos servidores municipais, a maioria era professores. A sessão teve que ser suspensa por cinco minuto, por questão de ordem.
Confira imagens destes momentos, além de uma entrevista do repórter da rádio Transamérica, Perobal, com o advogado do Sindicato – Sinserpar – Dr. Benjamin Marçal.
Confira algumas fotos:
Isonomia
Os professores da rede municipal não verão em seus holerites deste mês o anunciado aumento de 10%, como anunciado pelo prefeito RL. A prefeitura descobriu que a lei orgânica prevê isonomia entre os servidores municipais e que não pode simplesmente conceder reajuste para uma categoria e não fazer o mesmo para as demais. A alternativa apresentada para acalmar os professores seria a de que o aumento viria após uma mudança na lei municipal. O problema é que a isonomia não está prevista apenas na lei local, mas também na constituição federal. Seria mais ou menos como os vereadores de Paranavaí decidirem revogar a liberdade de expressão dentro do município.Se esta possibilidade de repassar o excedente dos recursos do Fundeb fosse possível, certamente outros prefeitos a teriam feito. Da mesma forma a prefeitura poderia ter agido então com os médicos. Mas teve que realizar novo concurso, em uma estratégia no mínimo questionável. Os aumentos salariais que podem ser lembrados por alguns foram gerados de uma mudança no plano de cargos, carreira e salários, e não de um decreto autorizando que apenas uma categoria seja beneficiada. Sem com isto tirar a justiça e a necessidade de um aumento para os professores, bem como para os demais servidores.
O desconto em folha dos servidores da educação que aconteceu em razão do dia parado de serviço, durante a greve do último dia 12 de agosto, poderá ser ressarcido já na próxima folha de pagamento caso os profissionais reponham a aula no dia 11 de setembro. A informação é da secretária municipal de Educação, Cida Gonçalves.
De acordo com Cida, uma reunião realizada na última semana com as diretoras das instituições de ensino apontou que os profissionais da educação preferem repor a aula a ter o dinheiro descontado. “Após essa reunião, conversamos com o prefeito Rogério Lorenzetti que concordou com a reposição. Com esta medida, estaremos atingindo os 200 dias letivos previstos em lei, e evitando que os alunos sejam prejudicados”, declarou a secretária.
Cida lembra ainda que a opção de repor a aula será decidia pelo professor. O profissional que preferir poderá manter o seu desconto em folha.
Hoje, 30 de agosto, não haverá aulas na rede de ensino estadual.
Em 30 de agosto de 1988, cerca de 150 professores acampavam em frente à Assembléia Legislativa do Estado, em Curitiba, durante uma greve que completava 15 dias.
Ao grupo se juntaram outros trabalhadores da educação pública, que queriam uma audiência com o governo do Estado para discutir uma pauta de reivindicações.
Quando chegaram ao local, foram recebidos pela Polícia Militar, que usou a cavalaria, cães e bombas de efeito moral para dispersar a multidão. Várias pessoas ficaram feridas. A data ficou marcada na história dos professores do Paraná, que adotaram o dia como símbolo de luta.
Como fazem todos os anos, os professores e profissionais da educação promoveram ontem uma passeata pelas ruas da capital para lembrar o episódio.

Montagem da Greve Pipoca (internet)
Protesto marcado para às 07:30 hs, mobilizará vários servidores municipais, nesta quinta-feira, 12 de agosto.
Algumas escolas já enviaram recados, informando que não haverá aulas neste dia, pois todos os professores aderiram a essa paralização. Tem escola que não aderiu ao manifesto.